Sobre o curandeirism… Digo, a Medicina Alternativa.

Do You Believe in Magic?, um livro bastante interessante falando sobre a falta de métodos para se validar a tal da “medicina alternativa”, que em minha opinião deveria se chamar “curandeirismo complementar” – pois tanto medicina como alternativa são termos inadequados, pois não se trata de ciência e muito menos algo que possa ser usado como uma alternativa viável em casos que a pessoa necessite de tratamento médico e possa ter consequências graves sem ele.

Por mais que a medicina moderna seja limitada, ao menos a parte dela que funciona é comprovada por métodos científicos. Até hoje me parece irreal que homeopatia e acupuntura sejam aceitas como especialidades médicas. Oras, se for assim, por que os conselhos médicos consideram a ortomolecular charlatanismo? Ela tem o mesmo nível de evidência científica dessas outras duas (nenhum, a acupuntura apenas em alguns casos bem mais específicos e de espectro muito menor do que a miríade de “patologias” que ela acaba sendo usada como se tivesse fundamento).

Em minha opinião, esses cursos deveriam ser técnicos para quem quisesse fazer e mancham o nome da Medicina, que, nos tempos de estudos, pesquisas e tecnologia, é cada vez mais uma profissão científica. Afinal, os “médicos alternativos”, em sua maioria, já se escoram frequentemente no fato de suas “especialidades” não possuírem base científica, então não é incomum eles simplesmente dispensarem o paciente com palavras gentis como “tentei te ajudar mas você deve procurar outros caminhos”. Isso não é medicina como eu a encaro. Medicina é cuidar do paciente, é achar meios para tratá-lo e alternativas. É sempre estar presente para ele.

Na medicina com base científica, por mais imperfeita e limitada que ela seja, geralmente encontramos alguém para ou alguma forma de reduzir o sofrimento do paciente. Não desistimos dele e falamos ‘pode procurar outro tratamento e Deus te guie meu querido’

Palavras do autor do livro:

“Gostaria que tivéssemos o mesmo ceticismo com a medicina alternativa que temos com a medicina moderna. Se acupuntura é bom, vamos descobrir como! Apontar para as estrelas não dá.

As pessoas que vendem esses produtos ganham dinheiro e podem bancar um teste clínico. Estudos já mostraram que você não tem mais chance de baixar o colesterol com o extrato de alho do que com o placebo. O consumidor merece testes. E extrato concentrado de alho pode causar efeitos colaterais.

É desconcertante que as pessoas tenham a ideia de que algo é seguro e funciona quando pode não funcionar e não ser seguro. Essa indústria é colocada como intocável. O que surpreende é que as pessoas acham que essas fabricantes são empresas familiares, que os produtos são feitos por elfos em montanhas.”

Entrevista completa com o autor do livro.

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Marco Civil, a estatização e controle da internet – e por que você deve se preocupar com ele.

Marco Civil é um projeto de lei que a Dilma tenta passar há tempos para regulamentar e estatizar a internet no país. Lendo o texto do projeto, interpreto 70% como encheção de linguiça desnecessária, 5% como medidas possivelmente benéficas ao indivíduo e os 25% restantes muito semelhantes ao que a China pregou para ter sua internet completamente censurada e controlada pelo governo – proteção da privacidade do indivíduo, soberania do estado e afins.

O texto da China usa basicamente os mesmos argumentos e hoje em dia metade dos sites que usamos frequentemente é proibida lá (existem clones locais do Facebook, Twitter e outros).

Os textos de campanha para o projeto de lei falam em tirar controle de operadoras de internet e tv globo sem dar um único exemplo concreto do suposto controle e censura, como essa FAQ que não explica absolutamente nada em 10.000 palavras como tantos textos deste governo – parecer que descreve em demasia, mas sem dizer nada de concreto, nenhum motivo sólido: http://marcocivil.org.br/projeto-de-lei/entendaomarcocivil/

Sem falar que as práticas escusas dos provedores de internet (como fornecer menos que a velocidade prometida e diminuir a velocidade em certos sites como youtube) já poderiam muito bem ser podadas pela Anatel (que é estatal), já que ela regulamenta o funcionamento deles.
Aliás, é ela que permite ao provedor prometer 10 mega e fornecer apenas 1, isto está previsto por ela já.

“Within Chinese territory the internet is under the jurisdiction of Chinese sovereignty. The internet sovereignty of China should be respected and protected.” (trecho de carta do governo chinês sobre a ‘soberania internética’ da nação)

Conclusão tirada deste link, que é uma análise comentada do texto da lei e bem longa:

‘Os grandes problemas do marco civil da internet:
1 – discurso redundante, praticamente uma repetição prolixa de dispositivos do código civil, do código de defesa do consumidor e do código processual civil
2 – detrás do discurso, há uma forte demanda de duas medidas:
A) nacionalização dos servidores de internet, para plena eficácia; agências reguladoras sobre a internet em específico. um verdadeiro big brother.
3 – controle sobre a informação, devido amplos poderes dados ao controle sobre as informações
4 – regulamentação ostensiva sobre a internet, o que pode encarecer o custo do serviço, além de torná-lo menos eficiente
5 – o prestador de serviço brasileiro estará em desvantagem ao prestador dos serviço estrangeiro
6 – judicialização da internet – haverá muitas, mas muitas mesmo, novas demandas judiciais. Vai tornar o abarrotado sistema judiciário ainda mais inchado. acredito que chegará ao ponto de se criar varas específicas.
7 – provedores de internet mais lentos, em decorrência da exigência de igualdade na transmissão de dados.
8 – a lei não especifica em que questões podem-se controlar ou vedar conteúdos de internet. essa abrangência pode se tornar uma censura velada.
9 – será necessária uma nacionalização forçada dos servidores de internet, para pleno uso dos dispositivos legais. logo, o modelo de internet brasileiro pode se tornar próximo ao modelo chinês.

Conclusão: a pessoa que tem o mínimo de bom senso em relação ao uso da internet, sabe o quanto é nociva para a Livre circulação de informações essa medida.’

Descanse em Paz, Winamp!

Esta morto o Winamp após 15 anos. (fonte aqui), o mp3 Player preferido de todo mundo que usa a internet antes do fenômeno das “redes sociais”.

Tudo bem que já não o usava há uns dez anos já, mas ele me lembra de uma época bacana, de transição de ICQ pra MSN, do comecinho das redes sociais – MySpace, Friendster, o início da era que começamos a tentar alcançar uns aos outros na internet, o que se solidificou aqui no Brasil em 2005 com o Orkut. Mas na época eu já tinha minha ‘panelinha de blogueiros’ e as ‘turmas das listas de email’ então sim, o Winamp me remete a uma época muito bacana.

E como não lembrar das skins que modificavam totalmente a aparência do programinha e todo mundo achava o máximo?

Avril lavigne Winamp skin
Avril Lavigne sua linda você agregava valor ao meu Winamp

Neste fórum aqui o pessoal fez um tópico para colocar as skins de Winamp mais iradas de todas, em homenagem ao fim do programa que já foi querido por todos.

Você deixará saudades Winamp, apesar de eu não o utilizar há quase uma década.

Socorro?

Nessa era de Twitter e Buzzfeeds onde o povo pede resumo se você escreve um email ou um post de Facebook com mais de cinco linhas, eu resolvo fazer um blog… Seria um saudosismo por causa da idade já meio avançada? Afinal não tardarei a ser irrevogavelmente considerado um “tiozão”, risos (na verdade chorando um pouco).

Bom esse foi apenas aquele post maroto pra sentir que comecei alguma coisa e não ficar aquele texto “hello world” ou coisa do tipo que o WordPress deixa. Até.

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